Quinta-feira, Julho 14, 2005
Amigos, estou saindo de férias hoje e darei um tempo com as postagens no blog, em 15 dias estarei de volta. Um abraço em todos.
Até lá!

ALEXANDRE & ROBERTO
 
posted by Alexandre Costa at 1:31 PM ¤ Permalink ¤ 1 comments
Em teu olhar as formas simples se transformam; vê-se mais do que se pode ou se quer;
No teu olhar têm-se mais do que o necessário;
vejo que nada pode faltar e nada devo temer;
Em teu olhar me vejo tal como sou; sem medo te vejo, assim...
 
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Terça-feira, Julho 12, 2005
Acesse os microcontos de nossos autores navegando pela Casa das 1000 portas.
 
posted by Alexandre Costa at 8:52 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments
http://vinhoecultura.com.br/
Pra quem gosta da bebida, este site é muito rico.
 
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Segunda-feira, Julho 11, 2005
Ao acordar
Ao acordar pela manhã ainda me lembrava daquele sonho extraordinário, levemente abrasador. Abraçava o travesseiro ainda sentindo o calor e o cheiro de seu corpo. Não podia ser um sonho. Por que era uma sonho? Tornei a fechar os olhos com força e tentar retornar àquela aparente realidade, nada! Me desfiz de todos os pensamentos que teimavam em afastar-me dela. Não adiantou. Só me restava agora diluir o meu dia lentamente para não deixar escapar a lembrança de um momento eterno.
Na mesa do café da manhã pela primeira vez, duas xícaras.
Eu mergulhava naquele infinito delírio, em êxtase, a sua espera, mas ela não chegaria!
Não conhecia seu rosto, mas seu corpo era demasiadamente íntimo para mim.
Decidi que não abriria mais os olhos para não perder a visão dos últimos momentos que passamos juntos. Ainda vejo minhas mãos deslizando pelo seu corpo macio, ao redor da cintura até o quadril, seus cabelos macios em minhas mãos, sentia suas mãos em mim também. Éramos amantes perfeitos. Fiquei ali, sentado por horas e de repente uma sensação estranha me fez perdê-la de vista, tudo ficou incompreensível e eu começava a esquecer. Gritei – Não!
Em poucos minutos minha mente foi clareando até um branco pálido e solitário; nenhum som, nenhuma imagem, nenhum pensamento, nada!
Então, algumas coisas voltaram a minha mente, meus olhos abriram-se contra a minha vontade, minha cabeça tombou sobre meus braços, meus olhos marejaram e nada mais pude fazer.
Quando levantei-me da mesa não me lembrava por que estava ali, sabia que tinha de ir trabalhar e estava atrasado, dei um pulo, saí correndo. Por que eu me atrasei não lembrava.
Na rua, passos largos, apressados, atrasados. Tinha a sensação de ter tido uma noite agradável, mas não sabia por que, mas sabia que seria outro dia daqueles na empresa.

ALEXANDRE COSTA
 
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Slow 'n less e bem devagar
Assim que você começar a ler este texto vai querer parar, vai ver que é longo e vai decidir que não vale a pena perder seu tempo. Então, vai navegar por outros sites, talvez mais curtinhos, rápidos de se ver, sem muito conteúdo, apenas "entertenement".
Você sabe por que "você" decidiu abandonar este texto?
Porque decidiu que não tem tempo, e está perdendo tempo demais procurando mais tempo para continuar fazendo as coisas tão rápidas que não percebe que não está ganhando nada com isso, nem tempo.
Não deixe que a vontade do invisível domine suas atitudes, nem tudo pode ser tão fulgáz como "eles" pensam que são.
Assim é que vamos ficando cada vez mais distantes de nós mesmos e mais reféns do que nos é externo e "aparentemente" mais valorizado. Tudo isso é mentira, a TV é uma mentira, as novelas e os programas de auditório são uma mentira. A verdade é que você não quer isso, e não sabe porque continua querendo.
NÃO ACREDITE NA VERDADE, acredite em você. Faça algo que te tire da rotina.
Eu não sou nenhum revolucionário, apenas um cara com algo pra dizer.
É meio contraditório querer que as coisas aconteçam com a velocidade da luz, porque quando desejamos algo, desejamos aquilo para sempre, e sempre é um tempo longo. Não é?
Já falei demais, não quero fazer você perder seu tempo tão precioso, mas se você chegou até esta parte do texto é sinal de que nem tudo está perdido.
 
posted by Alexandre Costa at 10:44 AM ¤ Permalink ¤ 1 comments
Muito se discute a respeito de corrupção nos dias de hoje!
Muito se fala sobre como a sociedade está encurralada pela violência!
Todos usam o argumento da falta de policiamento nas ruas, falam da preguiça política em resolver estes problemas, mas se esquecem que a raíz do problema está fincada em solo humano: são as pessoas, os "cidadãos", os seres humanos que precisam mudar. A reforma tem de ser interior e, aí sim, as outras reformas exteriores poderão ser implementadas com muito mais facilidade e vontade. A humanidade está vazia, sem valores, quaisquer que sejam eles. Não vamos tapar o sol com a peneira. O bem só triunfa no cinema, para o filme da vida real, os "atores" tem de ser mais comprometidos com o roteiro e o script. Nós, habitantes deste planeta podemos resolver este problema (a reforma interior é a mais difícil de se realizar), com vontade, sem medo de si próprio.

ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 10:34 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments
Sexta-feira, Julho 08, 2005
Todas as nossas falas, todos os nossos discursos
de paz não fazem efeito diante de assassinos
que não cansam de nos lembrar que a intolerância
e a maldade são forças muito poderosas.
Todas as nossas falas estão manchadas de sangue;
sangue de inocentes que nem sabem por que morreram.
As políticas internacionais precisam deixar de lado
os interesses próprios e, seus políticos, lembrarem
que é o mundo como um todo que precisa crescer
e não apenas o seu país.
Não podemos ficar calados e sangrando diante de
terroristas que acham que são o umbigo do mundo.
PAZ
 
posted by Alexandre Costa at 10:37 AM ¤ Permalink ¤ 1 comments
Ode ao inverno
Eu, particularmente, dou as boas vindas ao inverno; tardio, de passagem rápida por estas bandas, infelizmente. Sou criatura típica de baixas temperaturas, pois são elas que nos deixam mais bonitos, menos nervosos, mais dispostos. Enfim, o inverno opera milagres em algumas pessoas. É bem verdade também que ele nos torna um pouco preguissosos, mas somente pela manhã, e não há temperatura melhor para dormir. Aos que fazem parte do meu time "os adoradores do inverno" , sejam bem vindos a ele.
 
posted by Alexandre Costa at 10:23 AM ¤ Permalink ¤ 1 comments
Bebi você
Tomei seu corpo quente
feito capuccino
Provei seu gosto
aprovei seu sabor

Tomei você
em goles grandes
Seu corpo quente
aquecia meu inverno

Saboreei você
Da cabeça aos pés
do ventre à boca
não sobrou uma gota

ALEXANDRE COSTA
 
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Quinta-feira, Julho 07, 2005
 
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Quarta-feira, Julho 06, 2005
 
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Sexta-feira, Julho 01, 2005
O Morcego
Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.
"Vou mandar levantar outra parede..."
- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!
Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh'alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!
A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!

AUGUSTO DOS ANJOS
 
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"X" - final
__Preciso trocar de sapatos – Pensou X ao olhar para os seus pés através da sola do sapato - __Tanto andar da nisso! X continuava a andar e a recordar o seu tempo de seminário.
Discussões. Somente as discussões lhe vinham à mente. Discutia sobre o quê Não recordava. Sua lembranças eram uma colcha de retalhos, nenhum pedaço se encaixava no outro. Tudo era por demais caótico e desconexo. Discussões, discussões, discussões...
Uma briga.
Palavras fortes.
Briga.
Sangue.
E por fim a diáspora.
__Por Deus tinha de haver uma forma de compreender tudo isso! – Pensava X - Deus. Deus? Sim, foi causa Dele que começou a discussão. Foi por causa Dele...
A algum tempo sua fé começava a cambalear, tornar-se débil, começara a ter duvidas, deixara de ter “fé cega”, e passou a “ver”. Isso causava mal estar entre os seus irmãos. Questionava muito.
Demais.
Passou dos limites.
Tornava-se, pouco à pouco, um cético.
Por fim ateu.
Tornou-se apóstata.
Descobriu a carne.
Suas discussão levaram a comunidade à cisão.
Ruptura.
Desagradara seus mestres...
Intolerável!
A cisão levou todos a uma luta encarniçada e sangüinária.
X fazia parte de uma minoria. Derrotado foram severamente castigados.
Muita dor. Muitos ais...
Perdera a sua fé, perdera a razão, perdera muito mais que a vida. Seu castigo fora maior que o crime.
X pensara em trocar a fé, a vida espiritual, pela vida normal, pela carne...
Acabara sem fé e, para sempre, afastado da carne.
Fora castrado!
E amaldiçoado a caminhar para sempre, sempre atrás de suas certezas.
Ficara com as dúvidas.
Tudo o que se recordava seria verdadeiro? X não podia acreditar em mais nada agora...
Não podia confiar em suas memórias, não sabia para onde ia, não lembrava onde estivera.
X caminharia sem sentido nem direção pelo restos de seus dias tendo por companhia a sua sombra, tão negra quanto Papai Boa-Noite.

ROBERTO PRADO

FIM
 
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