Quarta-feira, Agosto 31, 2005

He he he he he ( babando). Estou de volta ao batente, depois de longos e tristes trinta dias de férias (que passei sem um tostão nos bolsos), estou de volta. Me sinto um extraterrestre na repartição. Olho tudo com olhos de espanto!Meu Deus, estou aqui a quinze anos, e nada mudou...Vivo numa câmara de estase, conservado contra o tempo, contra o progresso,contra o bom-senso.Socorro! Trinta dias, e absolutamente nada mudou. Nem a poeira da minha mesa (quevocês precisam ver, parece uma mesa do século XIX). Estou pensando em aplicar um golpe e me aposentar por insanidade... Não queeu esteja muito longe da dita insanidade... não, não, não...(releiam aprimeira linha). Sentei à minha mesa, liguei o computador, e a vida seguiu o seu rumo, como se não houvesse passado os trinta dias.Positivamente o serviço público é uma forma de morrer estupidamente lenta. Para que vocês possam compreender o que eu estou dizendo e vivendo,recomendo que procurem um conto do escritor MURILO RUBIÃO, chamado "OEx-Mágico da Taberna Minhota".
Leiam e entendam o que eu passo.
Por hoje é só, e passem bem.

ROBERTO PRADO
 
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Segunda-feira, Agosto 29, 2005

 
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Sonhar é possível.
Sonhar é digno.
De sonhos eu vivo.
De sonhos todos se completam.
Sonhar é mortal.





Imagem: Alexandre Costa
 
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Mapa de Acessos
Uma dica incrível da minha amiga Elyene do Canadá.
Clique aqui e veja o mapa de acessos deste blog. Ele indica de qual lugar do planeta as pessoas estão lendo este blog.
 
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Sexta-feira, Agosto 26, 2005
 
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Mantenho-me calmo nesta hora,
e assim que ela chegar vou poder ser eu novamente.
Acho que esperei demais.
Agora resta aceitar a minha condição.
Nada pode mudar o que está feito,
e penso que talvez seja hora dela voltar.
Mas, mesmo assim,
mesmo que sua alma me possua novamente,
não cairem diante de suas formas e modos.
Estarei sempre firme e talvez,
chorar me faça sentir,
que a melhor parte ainda está por vir.
Ela está em meu lar,
meu doce lar.
Mesmo que ela não tenha tempo para mim,
eu terei todo o tempo do mundo para lhe dizer:
te amo!
 
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Quarta-feira, Agosto 24, 2005
Fala de mim com a tua boca,
Deita em mim com a tua pele,
Me cobre com teus cabelos,
Me perfuma com teu cheiro,
Me alimenta com a tua vontade,
Me ama com a tua força,
Faz de mim um instrumento
Do teu prazer.
 
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Segunda-feira, Agosto 22, 2005


 
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Sexta-feira, Agosto 19, 2005
Pelo buraco da fechaura
Podia ver toda lisura
Daquele corpo de mulher
Podia sentir o seu cheiro
Pegar em seus sonhos
Desviar de meus medos
Entregar-me aos seus vícios
Mas tudo não passou
De um mero sonho
Inacabado
Despertado
Pelo maldito despertador.
 
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REFORMA HUMANA JÁ!

Os analíticos políticos, os cientistas políticos, os jornalistas, os intelectuais, os brasileiros em geral, esperam que haja uma revolução na política brasileira. Falam em 'reforma política', mas na minha visão, 'o buraco é mais pra baixo'.
A revolução verdadeira não é a reforma política, mas a 'reforma humana'.
A reforma ética, dos valores que cada um dá para si e para os outros.
Os valores que ‘imperam’ na sociedade por culpa dos meios de comunicação destruiu e destrói a cada dia a importância e a relevância das coisas realmente necessárias para o desenvolvimento cultural, intelectual e social das pessoas. Então, vamos deixar de ser inocentes e simplistas e achar que é só mudar os políticos e mudaremos o Brasil. “REFORMA HUMANA JÁ” é o meu slogan. Abaixo os valores individuais mesquinhos, abaixo o neo-liberalismo, abaixo a ‘Lei de Gerson’, abaixo a prepotência e o egoísmo humanos. Vamos ser mais gente e menos animal e máquina.
 
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Terça-feira, Agosto 16, 2005

Histórias de uma brasileira no Canadá.
Leia Aqui
 
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Cristina

Saiu do banheiro em direção à cozinha. Preocupado, tremia e suava, a camisa já estava empapada. Acendeu a luz e dirigiu-se ao armário. Olhou para dentro, tirou as latas de ervilhas, de milho verde, palmito, sardinha...Esvaziou o armário todo. Todas as latarias largadas e espalhadas pelo chão. Algumas ainda estavam rolando de um lado para o outro.
__Que diabo, onde ela foi se enfiar?
Foi à sala. Levantou os tapetes, empurrou os sofás, quase deslocou o ombro direito tentando empurrar a estante para outro lugar. Dolorido, resolveu retirar os livros, um a um, para poder procurar com mais cuidado. Nada encontra.
Volta a sua frustração a TV, com um exemplar de a Divina Comédia (capa amarela, livro antigo comprado a muito tempo) joga contra o tubo dei magem, provocando grande barulho e sujeira com os estilhaços do vidro. Os vizinhos debaixo preocupados com o barulho, imaginaram:
__ Estão de mudança! No chão uma pilha de livros. De todos os tamanhos e cores. Ele estava no momento em sua "fase" azul. Nada. Vai ao quarto, levanta a cama de casal e a encosta na parede. Abre o guarda-roupa, retira de lá todos as peças, e as espalha. Camisas, cuecas, calças, paletós, tudo espalhado pelo quarto.
__Com essa bagunça vai ficar mais difícil achar alguma coisa.Volta à cozinha. Abre as gavetas de talheres, joga tudo para o alto. Facas, garfos, colheres tudo voando como num furacão.
As panelas seguem o mesmo destino, espalhados pelo chão. Volta à sala. Começa a arrancar as cortinas, pelos trilhos. Mais barulho. Olhando para dentro do apartamento teríamos a impressão que ali houvera um incêndio, ou qualquer outro tipo de desastre. Arrancando os cabelos do peito (haja vista que já era calvo), ele volta para o centro da sala e começa a olhar para os lados. Tentando imaginar um canto qualquer que ainda não tivesse sido revistado. Dando um tapa da cabeça ele volta para o banheiro. Com uma força sobre humana ele arranca o vazosanitário. Chacoalha o vazo. Olha para dentro dele. E por fim arrebenta-o jogando contra a parede ladrilhada. Embaixo os vizinhos começam a se preocupar. Os ladrilhos começam a cair, a princípio um a um. Logo uma chuva deladrilhos inunda o chão do banheiro deixando as paredes em petição de miséria. Então no meio do entulho surge uma barata cascuda, suja, imunda e repugnante. Vendo isso ele grita:
__ Cristina, onde você se enfiou dessa vez???
Abrigando-a carinhosamente em suas mãos, ele a banha com suas lágrimas
__Cristina, Cristina, Cristina...

ROBERTO PRADO
 
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Segunda-feira, Agosto 15, 2005
Rotinas II - Segunda-feira
Massacrado diariamente pelo encarregado. Já não cultivava mais a esperança.
Terra arrasada e arenosa, onde os ventos uivavam sem parar...Os abutres, famintos, voavam em círculos em volta de seus sonhos mortos. Todos os seus dias eram absolutamente iguais, sua folhinha de parede só tinha um dia, sempre o mesmo, ela não possuía sábados nem domingos, suas semanas eram formadas por seguidas quartas-feiras. Era sempre meio desemana. Um infindável e labiríntico meio de semana, que não ia a lugar algum.
Todos os dias batia cartão. Aos seus pés prendia os grilhões e era chicoteado pela rotina implacável do trabalho. Ao entrar na repartição colava na cara um sorriso burocrático, automaticamente cumprimentava os colegas. E assim qual um autômato seguia até o fim do expediente, com movimentos inconscientes e automáticos. Vivia num sonho ruim, do qual, pensava, jamais acordaria. Às dezoito horas em ponto, levantava-se de sua cadeira, batia o ponto, no elevador tirava da cara o sorriso, guardava em seu bolso e seguia para casa. Entrava.
Dia seguinte, quarta-feira. Seguia para a repartição. Para o relógio de ponto. Para os grilhões. Para o de sempre, que sempre foi e sempre será. Sempre será? Se todos os seus sonhos estavam mortos, ainda restava a certeza que um dia a morte chegaria para liberta-lo. E ela chegaria numa segunda-feira.
Tinha certeza disso.
Uma segunda-feira gloriosa.

ROBERTO PRADO
 
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Quarta-feira, Agosto 10, 2005

 
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Rotinas I - 7 Andares
Tocou o despertador.
Levantou-se. Coçou a cabeça, espreguiçou, coçou o saco, bocejou.
Lentamente, dirigiu-se ao banheiro. Banhou-se. Escovou os dentes e barbeou-se, tudo de uma vez, sob o chuveiro. Enxugou-se e de passagem pelo espelho, fez um desenho no vidro embaçado pelo vapor.
Tomou café com pão, manteiga, um pedaço de queijo branco (minas?). Chupou uma laranja. Beijou a mulher, afagou a cabeça do cachorro e saiu para o trabalho. Desceu os quatro andares pelas escadas, era o seu jeito de manter-se em forma, mas na volta subiria pelo elevador.
Muito cansado. Já na rua dirigiu-se ao ponto de ônibus. Três quarteirões dali. Vinte minutos depois o coletivo chega apinhado de gente. Com esforço ele consegue penderur-se à porta. Segue.
Às oito e cinco ele chega ao trabalho. Atrasado. Sorri amarelo para os colegas, sacode os ombros e diz entre dentes: __É! O ônibus, sabe como é né? Dirige-se à sua mesa atolada de papéis. Gaveta com o serviço da semana passada.
Telefone toca. __ Alô? Nada demais, nem de menos, a mesma coisa de sempre. Sob o olhar reprovador dos colegas de trabalho ele levanta-se e vai tomar o primeiro café do dia. Do copo de plástico branco sobe a fumaça do café quentinho (feito à meia hora), descuidadamente ele deixa o copo queimar-lhe os dedos. Instintivamente joga o copo para cima. O café quente cai-lhe nas costas. Ele grita. Pula. Tenta jogar água sobre a camisa para aplacar a queimadura. Com muito escândalo ele consegue. A camisa agora está molhada, manchada de café, e os colegas riem às suas custas.
Ele olha para o relógio. __Oito e meia da manhã! Desanimado ele vai ao banheiro. Tira a camisa, tenta secá-la com as toalhas de papel. Não consegue. É claro.Volta para a sala com a camisa molhada, manchada de café e com pedaços de papel grudado. Liga o ventilador na esperança de secá-la e não pegar um resfriado. Desajeitadamente ele senta-se à sua cadeira e tenta se concentrar no trabalho. Toca o telefone.__ Alô. Número errado, queriam saber se era ali que fazia CPF. Era assim o dia inteiro, números errados.
Ele olha o relógio, quinze longos e agonizantes minutos haviam se passado desde que ele chegara ao escritório. Vai à janela. Sete longos e tentadores andares. Um dia...Toca o telefone.__Alô?Banco. O gerente o estava cercando a vários dias. Já estavam se esgotando o seu estoque de desculpas. Cheque especial, cartão de crédito. Esposa com acesso a eles. Sobre a mesa a foto do cachorro. Olha e sorri. Olha para a janela, os olhos ficam vagos, sonhadores e esperançosos.
__ Sempre há uma saída. Ele murmura esse mantra há dez longos anos. Olha para o relógio da parede, olha para o seu relógio de pulso, vai à janela, e olha o relógio da padaria.
__ O tempo não passa. Pensa em tomar um café. Mas o desânimo fala mais alto e ele fica largado em sua cadeira. Olha para janela e suspira. De repente a porta abre e por ela entra Dona Martha, a gerente. Ele sente um calafrio subir-lhe pela espinha. Lembra-se dos papeis na gaveta. Lembra da promessa de despacha-los na semana passada. Suas mãos tremem. O suor brota em sua testa. Ele consegue, com esforço gaguejar um bom dia. Dona Martha o ignora. Ele suspira aliviado. Vai ao banheiro passar uma água no rosto e tentar recuperar a calma. Resolve tomar o café. Vai à copa. Pega um copo de vidro, coloca o café no copo, três colheres de açúcar, mexe devagar. Sorve-o lentamente. Evita correr o risco de queimar-se outra vez. Volta à sua mesa. Precisa tomar coragem para começar a trabalhar. Respira fundo. Mas não consegue. Os colegas o olham com desagrado. Todos o carregam nas costas. Injusto. Ele pensa em gritar com todos à sua volta, mas lhe falta iniciativa. Fraco. Sentado na cadeira, ele divagando olha para janela. Sete andares. Sete andares é tudo o que ele precisa. Nada mais que isso, sete andares.Toca o telefone. Finge que não ouve e não atende. O telefone continua tocando, mas parece que ninguém vai atendê-lo. Toca mais e mais... DonaMartha aparece na porta. Todos correm para atender o telefone. Na balbúrdia ele tropeça numa cadeira no meio da sala. Ele voa pelo ar, leve, paralisado. Os colegas e Dona Martha vêem-no deslizando em direção à janela. Ele ainda tem tempo de pensar:­­­__Sete andares.

continua...

ROBERTO PRADO
 
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Segunda-feira, Agosto 08, 2005
Primeira Página
Na primeira página
Vê-se na foto
Que coisa boa não foi
Ha! Não foi não.
Daquele jeito
Naquele estado
Daquela forma
Estirado na rua
Duro e morto
Tendo na mão um outro
Jornal que, irônico,
Mostrava a filha nua
Na primeira página

ROBERTO PRADO
 
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Sexta-feira, Agosto 05, 2005


Segue charmosa pelas ruas
Salto alto
Calça justa
Cabelos presos
Tem nas calçadas
Sua passarela particular
Desfila
Antes que andar
Desliza
Chama a atenção(mas é isso o que ela quer)
Com o olhar esmiuça sua imagem
Num reflexo de vitrine
Discretamente confere a maquiagem
O vinco da calça
Olha para os lados
Procura sorridente
Uma platéia masculina
Deixa no ar
O rastro do seu perfume
Que atrai
Mas não prende
Sereia, canta
Mas já não encanta
Segue
Vai em frente
O salto ferindo o asfalto
Passo a passo
Vai

Roberto Prado
 
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Quinta-feira, Agosto 04, 2005
 
posted by Alexandre Costa at 3:49 PM ¤ Permalink ¤ 0 comments


O sol nasce.
Narciso nem tchuns para isso.
Ele segue pelas ruas feito um zumbi.
Anda para o vento, o empurra.
Não vai longe, afinal a aragem é fraca.
Para, toma um café.(Sem pão)
Diz um "brigado"
Limpa a boca com a manga da camisa e continua a sua jornada.
Desce a ladeira, vira à direita, dobra uma esquina e
Desaparece.
Para onde vai Narciso?
De onde vem Narciso?
Para que serve Narciso?
Terá um espelho no bolso?
O sol de põe.
 
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Não-palavras
O que nos salva de tudo não é a esperança, mas o desespero. O medo de tudo perder, de deixar de ser. Esse desespero é o combustível que nos dá impulso, nos move em direção ao futuro, este, certo ou incerto será sempre o nosso futuro, e isso não podemos mudar. Mas, não vivemos do desespero, vivemos da esperança ou pela esperança. O certo e o errado, o belo e o feio, o masculino e o feminino, o tudo e o nada. As palavras e as não-palavras. Sim, as palavras são apenas as somas de letras e sinais gráficos, ajuntamento de símbolos ou qualquer coisa assim. O que vale não é o que se diz, mas o que se faz com aquilo que temos em mente. E, depois de tudo isso, mesmo sombria e cautelosa, resta a esperança. Não é?
 
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Live 8


Viver
Morrer
Até sufocar o desejo
Até perder o medo
Do medo de se perder

Viver
Morrer
Até sufocar a palavra
Até a última lágrima
Do corpo sem água

Viver
Ser
Ter
Até morrer

Agora
Quando não há mais perigo
Também não há mais vida

Alexandre Costa
 
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"A justiça reside na capacidade de cada um deixar o outro livre para ser o que quiser ser, sem ser nocivo a ninguém"
ALEXANDRE COSTA
 
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Estacionado logo ali, perto da lua, na esquina de alguma estrela, nossos astronautas tem o privilégio de descobrir um mundo totalmente diferente...lá em cima nenhum barulho, nenhuma violência nem poluição...ah se o mundo fosse o que quiséssemos que ele fosse?!?!
 
posted by Alexandre Costa at 3:23 PM ¤ Permalink ¤ 0 comments

Arte: Alexandre Costa - clique na imagem para visualizá-la maior

Está em curso um antigo desejo nosso: transformar nossas falas virtuais em um livro. Este projeto começa aqui e agora. Desde já este livro está dedicado aos nossos fiéis leitores, blogueiros e comentaristas.
 
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Existe um teste para saber se sua missão na Terra está cumprida: Se você está vivo, não está!
[Trecho do livro Ilusões de Richard Bach]
 
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Arte: Alexandre Costa
 
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Fotografia
Da janela
Clicando sem parar
Fotos e mais fotos.
Alguma sensuais
Outras banais.
Sua musa, a vizinha
Disfarça
Finge que não vê.

Clik clik clik

Na janela, cocô de pombos e marcas de cotovelos
Freneticamente fotografa, fotografa, fotografa
A deusa, a sua vizinha, disfarça
Mas posa
De toalha se movimenta pela casa
Desliza vagarosamente.
Na certeza de ser clicada,
Deixa-se despir.

Clik clik clik

ROBERTO PRADO
 
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Quarta-feira, Agosto 03, 2005
 
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Terça-feira, Agosto 02, 2005
Reforma Política?

Imagem: UOL

Antes de uma reforma política o que precisamos é de uma reforma humana que priorize a ética e a moral, os bons costumes e o respeito ao próximo.
 
posted by Alexandre Costa at 9:29 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments
Segunda-feira, Agosto 01, 2005
Acabaram-se, enfim as minhas férias, que diga-se de passagem começaram"muito bem".Desidratado.Tomando soro num hospital.Os meus poucos e cada vezes menos leitores (ai ai ai) devem ter lido, nos dois blogs, os meus pedidos para que tirassem as agulhas de meu boneco de vudú, mas parece que pouco adiantou o meu pedido, haja vista que minhas costas pioraram tanto que fui obrigado a me entupir de remédios para dores, que acabou me atacando o estômago e outros órgãos igualmente sensíveis.
Véspera de entrar de férias e eu levando uma vida de reizinho, uma noite toda no trono, isso somado às ânsias de vômito. Sexta-feira, véspera da minhas férias, eu deitado numa maca de hospital tomando soro na veia. Lindo lindo lindo. Ratificando o pedido feito anteriormente nos blogs:POR FAVOR TIREM AS MALDITAS AGULHAS DO MEU VUDÚ!
Obrigado e passar bem.

Roberto Prado
 
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No jardim, flores
Nas flores, pólem
No pólem, mel
No mel, você!
 
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Amigos!
Esta é minha amiga blogueira Elyene. Uma brasileira que mora no Canadá!
Confira aqui as fotos e histórias desta brasileira vencedora.
 
posted by Alexandre Costa at 11:30 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments
A Certeza
Da correria do dia a dia
Das insônias da noite à noite
Da carta de cobrança debaixo da porta
Do macarrão de domingo
Do cachorro que não para de latir
Do ônibus cheio que não pára no ponto
Do carro que passa na poça d'água e me molha
Do telefone que toca em horas incertas
Da má notícia que lhe tira o sono
Do mau humor da mulher
Da piada sem graça do amigo
Do mau hálito do sujeito ao lado
Da mosca na sopa
Do pagode que não te deixa dormir
Do axé que não te deixa pensar
Do batedor de carteira
Do convite irrecusável
Da má vontade com o programa irrecusável
De que ficou do lado de fora com a chave do lado de dentro
De que o choro não consola
De que o consolo não serve de nada
De que o dinheiro resolveria muito dos meus problemas
De que será bem pior depois.

Roberto Prado
 
posted by Alexandre Costa at 8:46 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments
15 dias depois
Olá amigos.
Após estes deliciosos 15 dias de férias, estou de volta.
Um abraço a todos.

ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 8:40 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments