Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
Para todos nós
Que nossas alegrias somadas sejam o presente mais rico, o mais bonito, o mais esperado e o mais caro de todos. A vida não é feita de objetos de desejo, mas de valores. E só estes valores como a amizade sincera e verdadeira conseguem atingir em cheio nosso coração. Aos amigos deste blog nós desejamos mais alegrias e amizades sinceras em 2006. Feliz Natal e Próspero Ano Novo para todos nós. Um grande abraço.

ALEXANDRE & ROBERTO

Ps.: O Contos e Cultos entra de férias agora, nos vemos dia 9 de janeiro!
 
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Do Simples ao Composto - cena 2
Por hoje é só. Amanhã, talvez se for ontem!
ALEXANDRE COSTA
 
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Quarta-feira, Dezembro 21, 2005
Vem!
Me algeme com teu sorriso
Me alimente com teu calor
Me afague com teus cabelos
Vem!
Me escravize com teu corpo
Me disfarce com teus olhos
Me desmanche com teu cheiro
Vem!
Fazer de toda verdade
A mentira mais sincera
O engano mais discreto
E eu!
Farei de mim o que não sou
Pra você não deixar de ser.

ALEXANDRE COSTA
 
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Do Simples ao Composto - cena 1
Eu só me sinto eu quando ela está em mim!
ALEXANDRE COSTA
 
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Terça-feira, Dezembro 20, 2005
O Carteiro
Quando ele chegou ela já o esperava no portão.
Ao pegar a carta, já com as mãos suadas e trêmulas ela o olhou fixamente.
Ele imediatamente pensou:
- O que será que diz esta carta, para ela ficar tão alterada? É daqui mesmo. Por que elas não se falam por telefone?
E era assim todas às vezes que recebia a carta da amiga que morava na mesma cidade.
Uma vez por semana ele passava no mesmo endereço, entregava sempre a carta da mesma pessoa, e ela sempre o recebia da mesma maneira.
O tempo passava e agora eram duas cartas por semana.
A cada visita do carteiro a mesma reação. Ele pensava:
- Puxa, pena que não posso abrir a carta para saber o conteúdo da conversa. Ela está sempre trêmula e com as mãos suadas. Por quê?
O tempo passou e passou.
Então naquela tarde o carteiro chegou.
- Quem é você? Perguntou ela com uma forte decepção na voz.
- Eu sou o João!
- E o outro carteiro?
- Foi remanejado!
Dito isso, entregou a carta e se foi.
Ela virou-se, abriu o envelope. Lá dentro uma folha de papel em branco.
Era só um disfarce muito bem bolado de um coração apaixonado.

ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 9:43 AM ¤ Permalink ¤ 5 comments
Sexta-feira, Dezembro 16, 2005
Estou adicionando um blog novo na minha lista de links favoritos. O blog da Pat - "Pinkareta", foi uma ótima descoberta, através de um comentário em um post.
Mais uma fera das letras se junta agora a Vanessa, Sandra Pontes, Elyene Adorno e Carla.
Valeu meninas!
 
posted by Alexandre Costa at 3:27 PM ¤ Permalink ¤ 5 comments
Declaração de princípios do Doidinho
A mãe desmaiada no chão. O pai, histérico gritando feito um possesso. Tia Dedé, atacada da asma, não gritava, arfava e tentava articular alguma coisa parecida com:
- Só matando, só matando...
E lá fora doidinho fazia confete com uma nota de cem reais.
- He he he he

ROBERTO PRADO
 
posted by Alexandre Costa at 2:34 PM ¤ Permalink ¤ 2 comments
Doidinho e o aquário
Quietinho no aquário, o peixinho dourado olha preocupado para o doidinho que encostando a sua boca no vidro faz:
- Glub glub glub...
Com suas escamas pensa:
- Do gato eu sei o que esperar, já desse doido...
(...)
Dona Dedé chega a tempo de salvar o doidinho de morrer sufocado com o aquário na cabeça, já o peixinho......

ROBERTO PRADO
 
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O tempo que existe
É o tempo que dispomos
Do tempo que temos
Para provar de nós dois.

E nada que nos prove
Ou aprove nossa medida
Nosso gosto
Nosso sabor
Nos tira a vez

Que o tempo
Cesse nosso momento
Estanque nosso destino

Amadurecendo
Experimentando
Destrinchando
Matando
O tempo
Que nos consome

ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 9:03 AM ¤ Permalink ¤ 1 comments
Ao chegar II
Foi a maneira como ele disse a ela que a chocou!
Não que ela não esperasse por isso. Mas daquele jeito?!?
Então, depois de passado o susto ela levantou-se da poltrona, colocou a bolsa nos ombros como quem estava pronta para sair, girou sobre o calcanhar, levantou a saia, apoiou-se no encosto do móvel e disse:
- Ta bom, mas como você sabe que eu prefiro atrás?
- Bem! Ao chegar você deixou cair a bolsa. Quando abaixou para pegar eu pude ver a tatuagem na sua bunda!
Ela suspirou aliviada depois que ele terminou o outro desenho.

ALEXANDRE COSTA
 
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Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
Ao chegar
Tudo estava exatamente como ele havia deixado minutos antes. Cada objeto e os lençóis amarrotados, cada ponta de cigarro e as migalhas no chão. Pisou nos cacos de vidro do copo que havia sido aremessado na parede. Ah! Sim, disso ele esqueceu. Esqueceu de tudo que havia acontecido ali depois de horas de paixão completa.
Pensou que agora, depois que tudo havia sido consumido entre os dois, inclusive o amor, restava apenas a lembrança de vê-la com outro na cama ao chegar...


ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 8:41 AM ¤ Permalink ¤ 1 comments
Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
Um vício: minha esposa!
Uma religião: minha filha!

ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 9:45 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments
Imagem: TopWalls.com
As imagens estão sendo carregas para a sua mente, as cores e a sensação. O som da brisa e o movimento dos cabelos que compõem este pálido rosto. A pele macia e a falta de sombras. Em seus olhos uma dor ou uma pergunta. Na boca que se cala a falta de palavras. Talvez até triste, seu coração nos faz sentir a igualdade das condições que experimentamos agora. Assim, tudo o que vemos aqui, está impresso de maneira muito mais real em nossa mente que em nossos olhos. Então, descobrimos que não enxergamos com eles, mas com todos os sentidos que nos completam. Esta não é uma nova visão, nem um novo método de enxergar. Mas com certeza, você ainda não estava pronta(a) para VER!
 
posted by Alexandre Costa at 9:34 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments
Quinta-feira, Dezembro 08, 2005
São tão vorazes
As tuas medidas extremas
Que a tua carne e o teu asco
Se fundem em metades fiéis.
Pâncreas!
Pâncreas!
Pâncreas !
É o fel da tua língua.

Transborda em teus olhos
O ódio que fabrica no ventre
No peito, na mente!

São tão vorazes
As ruas que deixa deserta
Infestada de gozo
De pérfida fé

Agora a vida te
Jura de morte
Pela sorte desgraçada
Pela podre palavra: puta!

ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 8:01 AM ¤ Permalink ¤ 2 comments
Quarta-feira, Dezembro 07, 2005
A incrível história irreal de um fato verdadeiro – Última aventura
Ao pular pela janela, viu lá embaixo o chão se aproximando tão rápido quanto seus pensamentos. Desejou que o tempo parasse naquele instante, talvez para se arrepender. Naqueles últimos segundos tudo passava tão rápido que até o arrependimento não seria percebido se acontecesse. De olhos abertos, fixos no chão – ali havia uma coragem só agora revelada – ele esperava o seu fim. Indagou-se se sentiria dor, se morreria instantaneamente ou agonizaria por muito tempo. Pensou também que não havia motivo para desistir agora, não poderia apelar para mais ninguém. Resolveu aceitar o seu destino. Arrumou a gravata, abotoou o terno, deu um belo laço no cadarço do sapato, colocou os óculos escuros e assinou a última papelada que havia tirado de sua mesa. Então, olhou para cima afim de ver pela última vez o céu. Sorriu!
Uma semana depois, ainda contava para o pessoal do escritório como se salvou da morte, caindo em cima de dúzias de colchões de mola, colocados na entrada do prédio pelo pessoal do caminhão das Casas Bahia, que fazia entrega na loja ao lado!

ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 7:59 AM ¤ Permalink ¤ 2 comments
Amigos!
Resolvidos os problemas que nos mantiveram fora de circulação por algum tempo, estamos de volta a partir de hoje. Aos poucos voltaremos ao nosso ritmo normal de postagens. Obrigado pela paciência e compreensão.
Sejam benvindos novamente!

ALEXANDRE & ROBERTO
 
posted by Alexandre Costa at 7:55 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments