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No fim de semana passado, semana santa, reuni-me com alguns amigos.
Resolvi reler "meus escritos" há muito tempo guardados no porão, dividindo lugar com os "ácaros do meu armário". Eram textos antigos, da época adolescente. Abri o caderno, e lá "escritos em letra de forma", minhas lembranças. Foram longos minutos de uma viagem no tempo que me fizeram chorar. E as "lágrimas lavadas" na minha face me renovaram de certa forma. Como é bom e ao mesmo tempo difícil lembrar-se de si mesma e não desejar voltar. Mas a vida é uma "Rua de mão única" que não dá carona nem pára para descansar. Sentada como se fosse aquela adolescente de anos atrás ouvi passos na escada. Minha mãe me perguntava.
A lua de Londres roubou meu amor. Numa noite de tempestade, destruiu a ponte que nos unia, único caminho direto entre dois corações. A chuva forte castigava nossos corpos, moia nossos ossos e congelava nossa paixão.
Discretamente olha para fora.
As marcas que ficaram em mim depois de tantos desencantos, imunizaram minha alma. Já não existia mais um único vestígio de amor e compaixão que pudesse alimentar meu espírito com novas esperanças. Ela havia desistido de mim várias vezes, e não seriam as últimas. Sim, parecia que uma possível volta aconteceria, mas apenas para alimentar o motivo de uma nova separação. Isso não era vida!
Não fique triste, se não te visitei ontem. Não estava afim!
Velhinho, octogenário, vem caminhando pela rua, quando uma dessas mocinhas o interpela:
Enfim o frio está chegando. Não há estação mais agradável e sentimental que o inverno. É quando tudo muda, se transforma. O inverno é uma passagem. Devemos estar atentos aos seus sinais. Somos mais solícitos, mais compreensíveis, perdemos menos líquidos, tomamos mais vinho, agendamos mais encontros. No outono o aviso da natureza está dado. Ao cair da noite e das flores e folhas, despedimo-nos de um momento e entramos em outro. Este é para mim o clima ideal para os 365 dias do ano.
Coincidiu dela aparecer justo naquela hora.
Lá estava eu andando pelas ruas do centro, em minha hora de almoço.
A Grande História Jamais Escrita!
Quase como uma lenda “perdida para todo o sempre”, a Sereia não deixava de se tornar tangível, a fim de provar que tudo era mentira aos olhos dos céticos. Ela dava grandes saltos de dentro d’água para a pequena plataforma construída na praia por ela mesma. Ironicamente, todos que passavam diante do tal lugar, ignoravam por completo a sua performance. Não havia motivo então, para tão apaixonado trabalho de marketing pessoal.
Aqui estou, no centro da cidade.