Quarta-feira, Agosto 30, 2006
 
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Segunda-feira, Agosto 28, 2006
HOJE É UM DIA COMUM
Hoje é um dia comum como qualquer outro dia. Se você olhar lá fora verá que dentro de você nada mudou (ainda) nem mudará (talvez), mas não deixa de ser um dia comum. O vento sopra, os carros poluem, as pessoas se preocupam e se atravessam nas rua sem se notar. Seus olhos vêem todos os dias as mesmas coisas e sua mente aceita as verdades e mentiras camufladas em cada minuto saboreado de sua tão (normal) vida. A minha vida é assim; assim como a sua. Ou não é?
Comum é aquilo que pertence a todos ou a muitos. Comum é algo trivial, vulgar, ordinário, habitual, normal, usual, geral. E temos a mania de aceitá-lo sem questionamentos. Hoje é um dia comum, mas poderia não ser. Porque poderíamos mudar essa regra quase universal. Mas, se todos pudessem fazê-lo todos os dias, se tornaria algo comum também.
Gente! Hoje é um dia daqueles em que pensar no fato de ser um dia como qualquer outro já é algo diferente e raro.
 
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Quarta-feira, Agosto 23, 2006
O VALE DOS DIAS DOURADOS
(CAMPO DOS MORANGOS DE DOMINGO)

Diante da certeza da infinita beleza daqueles campos. Tapetes de morangos em toda parte. Uma expedição em braile pelos sentidos, nas pontas dos dedos.
Do amor que se recorda quando o que se quer é esquecer, o vale tinha lá seus segredos e artimanhas.
Na mão direita a carta , na esquerda um balaio cheio, de esperanças. E para onde quer que se olhasse, tudo se apresentava monocromático. Colhi as frutas até encher o coração de saudade e desejos, de histórias secretas que sobrevoavam minha mente. E quando fechava os olhos para ver melhor, melhor parecia ser a única alternativa.
Deixei ali o balaio e saí correndo em direção contrária aos motivos que me levavam até ela. Parei na borda do campo, na divisa entre a estrada e a dúvida. Esperei na esquina, mas ela bifurcava em várias direções. Uma grande nuvem escreveu no azul uma frase que eu evitava pensar: “você está vivo.”
Minhas mãos, vermelhas do sangue que teimavam em correr por elas, se misturavam com o bagaço da fruta esmagada entre os dedos. Eu não podia mais esperar. Abri meu peito e gritei pela última vez, esperava que o mundo me ouvisse. Caí entre os morangos já sem vida. Agora eu sabia: iria encontrar-me com ela!
 
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Terça-feira, Agosto 22, 2006
Até o fim
Dilacerado
O corpo
A alma
A vontade
Os desejos secretos.
Morto
Pela descrença
Pela falta de fé
Pela violência
Contida em cada esquina.
Padecemos
Esperamos o fim
De braços amarrados
Mãos atadas
Alma envenenada.
Esperamos notícias
Vindas da TV
Que nos possam dizer
Nos fazer ver
Que tudo tem um fim
Até o fim de tudo!

PS.: POEMA ESCRITO PARA ROMPER O SILÊNCIO - BLOGAGEM COLETIVA - IDÉIA DE LAURA NO BLOG http://www.lauravive.blogspot.com/
 
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Sexta-feira, Agosto 18, 2006
SER A GENTE MESMO DÁ MUITO TRABALHO!
Já dizia um ditado: "Você só é você mesmo quando ninguém está olhando."
E é assim mesmo, não é?
No nosso dia-a-dia, usamos muitas 'máscaras'.
Ocultamos ou encobrimos com astúcia nossos sentimentos, flertamos com pessoas e situações, evitamos diversas coisas. E o motivo de tudo isso reside no fato de que as convenções sociais, éticas e morais não devem ser maculadas. De uma certa forma isto é verdadeiro, evita muitos dissabores. Mas, ser você mesmo tem lá suas compensações: ninguém pode te acusar de ser falso e, somente os mais fortes, estarão junto a ti em todos os momentos.
Mas a vida nos torna obrigatório e indispensável que usemos essas 'máscaras' para podermos sobreviver no mundo real.
Atire a primeira pedra aquele que nunca usou uma. Isso tudo é a lei de conservação, que nos ajuda a viver juntos.
Aquele papo que diz "seja você mesmo" é um pouco furado, pois ser nós mesmos dispende muito suor e trabalho, e ainda, a aceitação do outro.
Então, escolha as melhores 'máscaras' e seja feliz com elas!
 
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FELIZ ANIVERSÁRIO
Hoje é o aniversário de uma grande amiga: SANDRA PONTES. Uma blogueira de primeira, uma das melhores que já li! Parabéns amigona!
 
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Quinta-feira, Agosto 17, 2006
DA REDAÇÃO II

Como diria Aporeli, o Barão de Itararé!

Volto paulatinamente a esse blog, depois de uns dissabores.
Uns que me levaram a deixá-lo, e outros (que não vem ao caso comentar agora) que me trazem de volta.
Volto, mas a soldo de leite de pato.
Estou escrevendo de graça, por isso volto tão paulatinamente. Não mais escreverei aos borbotões como antes, agora o faço de forma esparsa, sem compromisso com periodicidade, ou qualquer outro compromisso que não seja o de publicar o que o meu patrão mandar (por isso o “a soldo de pato”, de graça).
Seguem aí dois poemas de cunho erótico.
Espero que vocês gostem, mas o mais importante é que o patrão gostou, gostou e não pagou (mas isso é problema meu, não de vocês), essa É a história da minha vida.
Divirtam-se, ou excitem-se, sei lá, façam o que quiserem.
Para o bem ou para o mal:
- EU VOLTEI!!!!
(penso ouvir aplausos?)

ROBERTO PRADO
 
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Terça-feira, Agosto 15, 2006
DA REDAÇÃO

O Blog mais 'breve' do mundo

Parece mentira mas não é. O Blog "O umbigo do ranzinza", tornou-se o endereço de internet mais breve do mundo. Durou 9:56 minutos e foi ao ar nesta tarde domingo às 14:26 minutos. O seu proprietário, meu amigo Roberto Prado, assim que terminou os passos para a criação de seu blog, postou um texto e ESQUECEU COMPLETAMENTE o seu próprio 'login'. Depois de muitos e-mails ao provedor e várias tentativas de lembrar o nome que 'ele próprio' havia digitado nos campos do formulário de cadastro, desistiu e deu FIM ao mais 'breve blog do planeta'. Posso confirmar estea notícia, pois EU MESMO estava ao lado dele nesse dia e hora fatídicos.

DA REDAÇÃO
 
posted by Alexandre Costa at 2:26 PM ¤ Permalink ¤ 10 comments
TOME NOTA
Comprar travesseiros novos: pra perceber como a vida pode ser gostosa.
Tomar três banhos por dia: pra sentir que a natureza não mendiga suas posses.
Gritar dentro do armário: pra ouvir os ecos de nossa própria consciência.
Chorar dentro de um copo: pra não esquecer os motivos que nos emocionam.
Massagear os pés: pra perceber que somos nós mesmos que nos impulsionam para frente.
Despejar o lixo: pra levar pra fora as dores e os males da alma.
Sorrir para o gato de porcelana: pra lembrar que você é uma pessoa normal.
Ler bulas de remédio: pra descobrir como somos frágeis.
Tome nota do que você precisa fazer, mas faça apenas o que te faz melhor.
 
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Segunda-feira, Agosto 14, 2006
Concepção Artística da Mulher - XVIII














Ela estava em chamas
Ardia e me vencia com seu calor
Seu corpo me valia
Todas as manias da vida.
Ela estava pronta
Ali ao meu redor
E sua alma abrigava
Aquele desejo avassalador.
 
posted by Alexandre Costa at 8:45 AM ¤ Permalink ¤ 1 comments
SEM PALAVRAS
Estou aqui sentado, espremendo os miolos, tentando escrever alguma coisa, e nada acontece. Olho pela janela (do escritório) e noto que o porto tem guindastes novos. São bem maiores dos que os antigos, e são verdes. Chama a atenção no meio de tantos edifícios a minha frente. Estão construindo um galpão novo também, dá até pra ver o metal reluzindo daqui. Olho para os lados e ainda não consigo pensar em nada. O calor do (inverno?) está sufocante e as persianas da janela não deixam o ar entrar. Urubus sobrevoam a cidade à procura de um delicioso alimento deteriorado. Mas ainda não tenho nada pra colocar no papel, digo, na tela.
Ah! Essa falta de assunto me mata, gostaria de escrever um best-seler nesse exato momento, mas...
O silêncio dessa manhã quente só é quebrada pelo martelar do pedreiro no prédio ao lado. Ouço o latido de um cão (ou será cadela?). Não importa certo, todos latem iguais.
Cães latem, martelos batem, carros passam e nada de um tema aparecer pra me fazer escrever alguma coisa.
O céu azulado sem nuvens dá uma sensação de falta de teto, penso no infinito, até onde ele vai e volta. As roupas penduradas nas sacadas secam rapidamente, e as donas de casa se refrescam na torneira do tanque, enquanto trabalham pela família. Oh! Que falta de assunto! Isso me mata.
Agora vejo pombos namorando no prédio ao lado (ou estariam comendo piolhos?). Não sei, mas eles são um bocado sujos. Ao longe a serra me mostra os limites da cidade e me faz lembrar que no planalto é mais fresco que aqui. Em toda cidade placas de candidatos poluem tudo, mas temos que nos render a isto e esperar que outubro(e/ou novembro) passe e então...Ah não! Então vem o verão. Como se não fizesse calor nessa cidade. Mas ainda não tenho nada pra dizer. Hoje minha cabeça está vazia. Não adianta, acho que não vai acontecer nada por aqui. Então, vou desligar agora, talvez amanhã eu consigo dizer algo.
 
posted by Alexandre Costa at 8:31 AM ¤ Permalink ¤ 1 comments
Quarta-feira, Agosto 09, 2006
O IMPORTANTE É TER ATITUDE, O RESTO É MENTIRA DE NOVE MODAS
O que se diz quando não há nada para dizer?
O que dizer daquilo que não podemos apreender?
Quais perguntas eu posso me fazer sem o risco de não ter respostas?
Mas a resposta não é uma tese a minha dúvida?
Quantas vezes eu posso duvidar?
No falar e no pensar o silêncio se quebra, apreende o momento e se pergunta.
A resposta nos cala ou propõe uma nova dúvida.
A dúvida nos alimenta com propostas, e nos entregamos novamente ao eterno ciclo de incertezas sobre a realidade.
Assim, nos investigamos e nos descobrimos a cada atitude.
 
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Sexta-feira, Agosto 04, 2006
PROPOSIÇÃO FORMULADA
Digamos que daqui para frente nada mais seja escrito, nenhuma linha conterá um trecho de um poema ou crônica. Nenhuma imagem falará por si mesma, nenhum comentário fará diferença.
Digamos que daqui pra frente, estas sejam as últimas linhas que ficarão na minha memória e na sua – a impressão das letras retida na tela do computador formará um tema eterno, sem respostas.
Esperemos então, que o tempo apague da lembrança tudo que foi lido, e que novos sítios encham sua tela com poemas espetaculares, imagens fantásticas, crônicas ácidas, temas pertinentes.
Esperemos então que o ciclo se complete e o fim chegue coerente e vitorioso.
Oferecemos então, como sugestão para um novo tema, um novo começo.
E lembremos: “No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao FIM.”

ALEXANDRE COSTA
 
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PEQUENO CONTO DE ENREDO INDETERMINADO
Já dizia o poeta: “...mudaram as estações, nada mudou...”
E assim é que por aqui tudo continua como sempre foi, com um toque de novidade e perfume de erva-doce no ar. Contradição? Sim! E como não se contradizer, quando o que quero é não desistir de ser o que sou e ao mesmo tempo mudar para algo totalmente diferente. Difícil? Muito! E talvez o que eu queira seja também o que você quer. E se assim é, por que cada um de nós deseja tanto ‘não-ser’. “Oh, infinito delírio chamado desejo...”
Estas não são palavras de entendimento ou auxílio, são de confusão e dúvida.
Cada um tem sua crônica diária na vida, seus problemas e suas saídas...eu tenho os meus, nem menos nem mais do que qualquer um de vocês.
Assim, nossa vida é – diariamente – um pequeno conto de enredo indeterminado, onde somos protagonistas e coadjuvantes, também espectadores ou diretores de nossas cenas.
Agora, aí está você. Escrevendo – sem notar – mais um capítulo emocionante dessa história particular.
Não há nada que nos torne diferente – nada! Bom, talvez aquela pinta logo ali perto do cotovelo, ou aquela ruga na testa, ou a cor do cabelo! Não, nada disso faz diferença ou fará. Tudo isso é maquiagem, é truque para nos diferenciar dos olhos alheios.
Nós somos mesmo iguais em tudo, porque somos da mesma natureza.
E se todo esse blá blá blá for confuso demais, não se incomode, ninguém será perfeito jamais!
 
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Ilusões alimentando o mundo real
Procuramos em nosso quintal sombras que nos confortem, frutos que nos alimentem com esperanças, raízes fortes que nos mantenham firmes em nosso frágil caminho, coragem para deixar nossos pré-conceitos, amor pra recomeçar!
Vivemos de ilusões - aquelas que nos confortam - e nos mantêm firmes com o pé no presente e os olhos voltados para nosso umbigo. Não estamos errados, mas preparados para defender-se de tudo e todos. O mundo real nos avisa e nos agride todos os dias só pra dizer que ele está ali nos nossos calcanhares, à espreita. Espera que com um descuido nosso, ultrapassemos as barreiras de nossa ilusão - feita e preparada por nós mesmos para nos defender e manter-nos vivos.
Mas nossas ilusões nos protegem, e em determinados momentos, nos afasta desse mundo real. Mas nós sabemos que tudo isto é muito pouco, muito distante, muito frágil.
Vivemos em paz, mas a natureza humana não é de paz. Vivemos juntos com base em um "contrato social", mas somos seres individuais. Vivemos com medo, porque é ele quem nos impõem limites.
E assim - vivendo sem querer viver o que vivemos - nos mantemos 'vivos' dentro desses dois mundos: o ilusório e o real. Alimentamos os dois para que um não venha nos roubar do outro. Temos os pés fincados nessa linha divisória - que nos permite ver os dois lados.
Isso é bom, porque nos faz equilibrados - quando nos mantemos firmes em cima dessa linha.
Nós precisamos das ilusões - e este mundo ilusório - precisa de nós para que o alimento que damos a ele (nossas fraquesas, esperanças, medos, dúvidas, teimosias, raiva, etc), não o encoraje a nos sequestrar e nos mater reféns. Nossa força, alegria, esperança, amor, coragem, guardamos para alimentar o mundo real - aquele em que vivemos de fato.
E viver das ilusões que alimentam esse nosso mundo real pode ser de fato um caminho seguro. Mas, ilusões concretas. As utopias são caminhos de estrelas - longas demais para a luz nos alcançar.
Pense nisso, ou não pense em nada. De qualquer modo você estará certo!

ALEXANDRE COSTA
 
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Terça-feira, Agosto 01, 2006
MINHAS FÉRIAS
Esta não é uma redação do curso primário, como o título faz lembrar. E por falar nisso, quem não tem saudades do primário que atire a primeira pedra. Foram 15 dias de descanso (mesmo). Não fiz absolutamente nada, nem novos contos ou poemas para este blog. Apenas fiquei a ver navios (moro em Santos para quem não sabe). Infelizmente para um cara como eu (adoro frio) ele só veio agora, quando volto a trabalhar. Vou aproveitar ao máximo, andar na chuva e me esquentar embaixo de um monte de cobertas (apesar de que ‘frio’ em Santos não existe de verdade, só um fresquinho nessa época do ano). E elas, as férias, passaram muito rápido (apenas 15 dias). Não dá pra fazer muita coisa com tão pouco tempo, aliás, o tempo cada vez dura menos. Nesta época o ano passado ainda era maio. E se a gente parar para pensar em como as coisas cada vez mais estão distantes da gente (como o tempo, os sonhos, os dias calmos, as manhãs tranqüilas, a educação nas ruas, etc), mais a gente acaba se afundando em tristezas, e não é isso o que eu (e vocês) desejamos! E sem querer aprofundar muito pra não virar uma tese de mestrado em filosofia pura, devo dizer que deu para aproveitar alguma coisa. Mas, por que será que eu não fui tanto a praia como deveria? – me perguntariam vocês (já que moro na citada). Vocês sabem como é né. Ta logo ali, não é novidade, quando eu quiser, outro dia eu vou (nem todo carioca vai ao corcovado cada vez que o avista). Bom, mas foi assim! Assim como? Sem novidades!!!
 
posted by Alexandre Costa at 3:24 PM ¤ Permalink ¤ 6 comments