Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
Mulheres
são como livros
que lemos para dormir:
aquece a alma
e prepara o corpo
'pro dia nascer feliz'.


IMAGEM: CONCEPÇÃO ARTÍSTICA: ALEXANDRE COSTA

 
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Segunda-feira, Janeiro 22, 2007
CONCEPÇÃO ARTÍSTICA DA MULHER

 
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Domingo, Janeiro 14, 2007
PARA LER EM SILÊNCIO
ENTRE NÓS (não sei)

Você pode me abraçar, dizer olá, gritar bem alto no meio da rua ou sussurrar no meu ouvido.
Você pode até me abraçar sem pudor ou beijar meus lábios num gesto de liberdade.
Você pode dizer a todos que nunca me viu ou que não conhece ninguém melhor do que eu.
Pode deixar o sol brilhar lá fora e dizer que é por sua causa que eu vim até aqui.
Pode se virar e me dizer adeus, ‘até nunca mais.’
Você pode ter medo de me perder, ou deixá-lo para mim se eu me descuidar de você.
Você pode segurar a minha mão e eu ficarei sempre contigo.
Entre nós não haverá monotonia ou desventuras.
Você pode me dizer tudo em uma única palavra, ou ouvir de mim aquilo que nunca diria a mais ninguém, mas você nunca poderá me conhecer realmente!
Essa condição é que nos evita dizer adeus.
O fato de nunca nos conhecermos realmente nos une.
Então o que sentimos não são amor nem ódio, ou é amor e é ódio. – ‘Não sei!’
E se um dia, eu e você concordarmos em tudo ou nada, entre nós só haverá motivos pra ficar.

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O ESCREVINHADOR*(quase um poema)

Não era um poema – versos tortos – no sentido técnico da palavra. Também não eram versos – poesia vazia – se um poeta os lê-se. Era sim um lamento – não um lamento de amor – mas quase uma ode à loucura e a dor.
O fato é que as letras estavam lá – não só letras – mas o sentido e o sentimento de cada palavra. Era como um perfume que roubava o ar e asfixiava quem o percebesse.
Ironia, pois sua vida sempre foi um romance no sentido técnico da palavra. E como escritor, era o melhor autor de suas próprias desventuras.
E foi num momento – no intervalo - que tirou a própria vida para vencer o medo da morte.
Não era – nem foi – um herói no sentido mítico da palavra – viveu suas aventuras como um coadjuvante à espera do papel principal. Morreu no final como fazia com seus melhores personagens.
Não era um livro – no sentido de obra literária – mas tinha lá suas notas de rodapé, onde explicava que o conteúdo não vale nada sem uma premissa.
Afinal aquelas linhas não falavam de um conto – ou uma crônica diabólica – nem contavam a sua própria história: era apenas quase um poema!

* (ô). [De escrevinhar + - dor.] - S. m. Fam. > Escritor de muito pouco merecimento, ou nenhum; escrevinhadeiro, escrevedor, escriba, rabiscador, borrador.

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CASAMENTO EM SÃO PARDINHO

Ao ouvir o escrivão disse:
- Não estou interessado.
E saiu chutando a porta do cartório.
‘Seu’ Nésio só teve tempo de segurar ‘Dona Vida’ nos braços antes dele mesmo cair sentado numa cadeira ao lado da escrivaninha.
Do lado de fora os desavisados cidadãos Pardienses nem se deram conta do homem que saía aos berros de lá de dentro.
- Não estou interessado! E esmurrava o ar como um Pelé depois do gol.
Já se foi o tempo em que nessa cidade as coisas aconteciam porque tinham de acontecer.
E também já se foi o tempo em que os amantes não podiam decidir quem deveriam amar de verdade.
Do outro lado da rua Soriano já esperava por isso, e não pensou duas vezes quando viu o amante sair gritando. Atravessou a rua, entrou no cartório e disse ‘sim’ na frente do juiz e da noiva Margarida.
Agora não havia mais motivo para vergonhas e outras sensações mais fortes, a imundícia estava feita.
Mas isso foi há uns seis anos atrás. Hoje Hugo e Soriano são um casal muito feliz, e Margarida apaixonou-se por Iara, a escrevente do cartório.
O Padre Jorgino nem acha mais estranho essa mania de se amar a quem se quer em São Pardinho.

TEXTOS: ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 11:50 PM ¤ Permalink ¤ 2 comments
Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
EU LAMENTO
(Notícias frescas)

- Bispos da Igreja Renascer são acusados de lavagem de dinheiro após serem descobertos com 56 mil dólares no aeroporto de miame.*

- Bandidos cerram cela de dentro de Forum e escapam antes de audiência com juiz.*

- Presidente diz que "se uma pessoa com mais de 60 anos for de esquerda tem problemas".*

- Relatório registra violações de Direitos Humanos no Brasil.*

- Mãe deixa filho escapar de casa 2 vezes em 1 semana.*

(Comentários):

Este é um país de contrastes (assim como muitos outros).
Cada povo tem o governante e o crítico que merece.
Essas e outras inúmeras notícias que são veiculadas nos meios de comunicação nos envergonham (pelo menos eu fico envergonhado).
Eu só tenho a lamentar toda essa podridão.
Lamento a falsidade ideológica e de fé, lamento a corrupção dos que nos enganam dizendo que fazem política, lamento as frases estúpidas (mas as palavras não são culpadas pelo que a boca diz).
Lamento a fuga em massa de filhos de seus lares porque vivem com falsos pais.
Lamento que o lado negro do ser humano derrote em 99% das vezes os bons e dignos.
O Brasil não é o país do futuro.
Esqueçam, não sejam inocentes a ponto de acreditar que políticos servem para mediar a vontade do povo. O povo quer uma vida melhor, mas a minoria podre deseja o fim (desde que eles não estejam aqui para presenciar).
Lamento os otimistas. Ser otimista é não entender o que está acontecendo com nosso país e o mundo.
Não existe (nem existirá) futuro se não houver uma revolução interior.
Uma revolução ética e moral.
Uma revolução que comece pelo mais simples. Não parar na faixa de pedestre, não jogar lixo no chão, não furar fila, dizer por favor e obrigado, não querer levar vantagem sobre o outro.
Tudo isso é lamentável.
É lamentável eu chegar a esse ponto e desacreditar nas pessoas, nas entidades, nos governos.
Aliás, o homem não nasceu para viver em sociedade, mas mesmo assim 'viva o contrato social'.
Lamento porque só me resta lamentar tudo isso.
 
posted by Alexandre Costa at 12:35 AM ¤ Permalink ¤ 1 comments
Quinta-feira, Janeiro 11, 2007
VERSOS RASOS
Que eu me valesse
De todas as palavras escritas
E daquelas descobertas ao acaso
Pra dizer das coisas indizíveis
Feita de letras que se juntam
Pra formar um sentimento raro.

Que a literatura
Nas costas de um livro antigo
Tivesse o verso mais digno do mundo
Onde o amor fosse uma frase sem sentido
Rasgado sem ódio e sem mágoa
Marcado com a lágrima derramada
Por um motivo fútil.

E que a voz
Que o vento não calou
Pudesse ler esses versos rasos
Insatisfeitos, tortos
Despudoradamente expostos
Em seu louvor!

ALEXANDRE COSTA
 
posted by Alexandre Costa at 12:29 AM ¤ Permalink ¤ 2 comments
Segunda-feira, Janeiro 08, 2007
SELF-RETRATO

 
posted by Alexandre Costa at 12:16 AM ¤ Permalink ¤ 3 comments
Sábado, Janeiro 06, 2007
1 ANO, DOZE MESES E 365 DIAS DEPOIS...
Lembro-me como se fosse hoje. E você, lembra?
Quando meu olhar cruzou o seu, nós já sabíamos como terminaria aquela noite!Foi há muito tempo não foi?Lembro-me de sairmos pela varanda e ir ver a chuva lá fora. Você ficou sem as sandálias e pisou no gramado todo molhado, eu disse que você era louca e você me respondeu que eu ainda não tinha visto nem metade das coisas que você era capaz de fazer. Hoje sinto falta de tudo aquilo e acho que você também.
Mas por que o tempo não volta pra gente terminar aquela conversa, pra eu ficar só mais um minuto, pra gargalhar só mais uma vez?Sinto saudades da primeira vez, pois só ela guarda a força arrebatadora da paixão. Tanto tempo depois e ainda não esqueci de quando te deixei em frente a sua porta, você girou o corpo e me deu aquele sorriso de 'fica mais um pouco’.
Olha! Hoje espero que tudo isso se torne verdade para mim e para você, pois não suporto mais essa espera solitária.
Ah! Se naquela noite nossos olhares estivessem se dirigindo ao mesmo alvo, eu não estaria aqui agora desejando que você me escolhesse. Não precisaria das palavras e da imaginação pra dizer como eu gostaria que tudo tivesse acontecido realmente.
Faz um ano, doze meses, trezentos e sessenta e cinco dias que espero por você...
 
posted by Alexandre Costa at 3:45 PM ¤ Permalink ¤ 1 comments
Como enlouquecer em poucos minutos







Em muitos anos de pesquisas acadêmicas e científicas, nada foi tão eficaz como o que se decobriu há pouco tempo: " como enlouquecer uma pessoa em poucos minutos."
Este método tem sido aplicado já há alguns anos sem que NÓS, simples mortais nos apercebamos disso. Mas eu descobri esta semana qual a arma mais eficaz e infalível para desencadear um processo de loucura generalizada em nosso tão frágil cérebro: a CONEXÃO DISCADA.

"Eu não aguento mmmmmmaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiissss."

Ontem a noite: 40 minutos e não consegui ver nem meus e-mails.
Hoje: quase 1 hora para conseguir postar isso.

Meus nervos estão em frangalhos. Minhas mãos doem e meu teclado morreu vítima de maus tratos.

Leiam o texto acima...não sei se conseguirei postar novamente alguma coisa. Meu psiquiatra aconselhou um tratamento de 12 anos.

FUI!
 
posted by Alexandre Costa at 3:38 PM ¤ Permalink ¤ 0 comments
Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
Procurando por alguém exatamente como você

Ao subir as escadas sentia o tempo quase parar, um subir em câmera lenta, bem devagar, assim como no dia em que te conheci.
Eu sorria sozinho e pensava em coisas tolas, foi assim que te conheci.
Alguém como você não se perde nem se deixa partir.
Ao meu redor, enquanto subia as escadas à procura de alguém exatamente como você, podia sentir o cheiro da solidão e as portas que rangiam e batiam com o vento que vinha de fora.
Aquele lugar que só nós dois conhecíamos me atraía cada vez mais.
Confortava-me saber que ali poderia te encontrar novamente.
Poucos homens te procurariam como eu, poucos se satisfariam em nunca tê-la realmente.
Espero o seu conforto, ou que eu mesmo te conforte.
Solidão e loucura atrás de cada porta, sensações vazias, lugares desconhecidos.
Lembrei de nosso filme favorito, nossa música predileta, o lugar secreto, a palavra certa, e tudo que só importava a nós dois.
Subi as escadas procurando por alguém exatamente como você, para que fizesse o tempo parar, os erros desaparecerem, uma nova onda chegar.
Podia sentir meu corpo pesado a cada degrau, e pensava em coisas tolas, como daquela vez em que nos conhecemos.
Agora tenho você aprisionada em meu peito, e não posso viver sem isso.
Poucos se importariam em saber que tenho você. Alguém exatamente como você!
Ao chegar, sem saber se realmente você estaria lá, a porta se abriu e... Só pude dizer que procurava por alguém exatamente como você!
 
posted by Alexandre Costa at 12:25 AM ¤ Permalink ¤ 0 comments